Lembro-me que na maternidade a enfermeira havia me dito que provavelmente, eu teria o sentimento enorme de superproteção pelo meu bebê, de não querer deixar ninguém cuidar dele além de mim. Eu achei um pouco exagerada a fala dela, mas no dia -a dia cuidando do meu filho percebi o quanto o que ela disse fazia muito sentido na minha vida. Esse meu sentimento de superproteção só aumentava. Eu pensava comigo mesma: “Nunca mais vou voltar a trabalhar”, “ninguém vai cuidar do meu filho melhor do que eu”, “Imagina só eu deixar ele numa escolinha sem a minha supervisão? jamais”. Os meus primeiros 2 anos como mãe foram muito intensos, além de ser tudo muito novo, a pandemia chegou para me deixar ainda mais preocupada. Eu tinha medo que algum mal acontecesse com ele. Por vezes fiquei neurótica. Deixamos de frequentar lugares e de ver muitas pessoas próximas por um longo período. Também fiquei triste e me senti culpada em ...
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