Pular para o conteúdo principal

O valor de uma mãe

    A mãe tem um papel muito importante na formação de toda a  sociedade. Através dela é gerado a vida de um novo ser, e mais do que trazer um bebê ao mundo, ser mãe é amar, cuidar e ensinar.


    Embora alguns idealizem a mãe colocando-a em um pedestal como “guerreira” “perfeita”,   há quem a desvalorize pela forma como ela cria os filhos e pelas suas escolhas. Às vezes ela sente que precisa se justificar para os demais por suas decisões e ela também sente raiva por se sentir assim, mas esse sentimento não é porque ela quer, e sim porque existe uma cultura de julgamento materno muito grande. Não importa o que ela faça, todo mundo sabe como ser a mãe do filho dela, menos ela. Chega a parecer uma grande piada de mau gosto, não é mesmo?


  Ninguém nasce sabendo ser mãe e ela  vai precisar errar algumas vezes para enfim acertar, vai precisar passar pelos perrengues da maternidade que são inevitáveis e as demais vozes ao redor, a impedirão  de ouvir a sua própria voz, e ela vai precisar ouvi-la mesmo  que insistam em não deixar.


   Talvez ela se questione: “Porque será que com fulana deu certo assim e comigo não?” Eu te respondo minha cara: Porque maternidade não é como receita de bolo, a forma que seu filho foi feito, não necessariamente é do mesmo tamanho que a do filho da vizinha por exemplo. Acalma esse seu coração, você saberá como e o que fazer mesmo que pense que não.


  Não há mal nenhum em receber ajuda quando achar necessário, mas ela precisa ser leve, sem julgamentos, e achismos do que é certo" ou "errado" sobre o que você está fazendo. Esse comportamento tóxico irá te fazer mal, não aceite isso.


 Talvez haja momentos em que você se sinta desvalorizada, como se não respeitassem sua opinião como mãe. Nada disso tem haver com você, e sim com as demais pessoas que precisam perceber que agora a mãe é você, e talvez nunca se toquem disso se você não se impor de verdade.


   Deus sim reconhece o seu valor como filha amada e como mãe valiosa. Ele te escolheu e tem te capacitado  para exercer o papel mais lindo da face dessa terra. Nunca deixe que tentem te fazer pensar o contrário.

Texto:  @giselesertao @afagodemaeoficial




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Livro: Quando nasce a mãe

     Neste livro, Vanessa reúne 16 histórias de mulheres comuns que nascem mães. Segundo a autora, o nascer de uma mãe é como o desabrochar de uma borboleta: “ A mulher entra sozinha no casulo. Ela consigo mesma. Ali, a mãe é gestada. Gestada a partir da mulher. Mulher e mãe coabitam.”      Cada história relatada possui a sua particularidade de encontro com a maternidade, porém também há similaridade dessas histórias e tantas outras  mulheres que nascem mães: o medo pelo desconhecido, a incerteza da carreira profissional, o desafio de ser mãe solo, os riscos que envolvem um parto prematuro,  a perda de um bebê, a espera pela adoção, entre tantas outras experiências que são vividas por mulheres que desabrocham para a maternidade, assim como a lagarta vira borboleta e precisa sair do seu casulo.      Uma leitura leve e envolvente  que te fará sentir empatia e sororidade por cada mãe que nasceu, seja a partir dos relatos dest...