Pular para o conteúdo principal

Se eu não tivesse filho...

Dormiria até mais tarde, mas não acordaria com um lindo sorriso me chamando por mamãe;
Teria a casa sempre organizada, mas não teria a alegria de um pequenininho correndo pra lá e para cá se divertindo;
Teria muito mais tempo para mim, mas não poderia compartilhar cada descoberta de um serzinho em construção;
Viajaria pelo mundo afora,  mas não teria o privilégio de desbravar tudo o que me rodeia com um novo olhar ao lado de um pequeno explorador;
Teria autonomia para ir e vir a qualquer lugar, mas quando chegasse em casa não teria o abraço mais sincero do mundo;
Talvez estaria em um cargo profissional que sempre sonhei, mas não teria descoberto habilidades e superações que são atribuídas somente à uma mãe;
Teria muito mais dinheiro na conta, mas não teria a oportunidade de saber o valor do que realmente importa.

Acredito que algumas pessoas que têm filhos achem a vida de quem não tem mais interessante e divertida ou vice-versa. Quando temos um filho há muitos prós e contras, assim como quando não temos um filho também.

Um filho não vai te impedir de alcançar seus sonhos, assim como não ter um filho não te fará alguém infeliz. Ter um filho pode te auxiliar a ressignificar muita coisa dentro de você, assim como não ter pode ser indiferente na sua vida caso não seja o seu desejo tê-lo.

A forma como nós percebemos e encaramos a realidade em que nós vivemos faz toda diferença na nossa caminhada. Eu tento encarar a maternidade da forma mais leve possível, por mais difícil e desafiadora que ela seja. 

Em alguns momentos a minha mente já me faz a seguinte pergunta: “E se eu não tivesse filho, como eu estaria hoje?”. Talvez eu teria mais sucesso, seja pessoal ou profissional, talvez não. Talvez eu teria mais tempo para me divertir também, quem sabe. Mas a verdade é que se eu não tivesse filho eu não teria percebido tanta coisa boa que a chegada dele me proporcionou. Ele veio para somar e me fazer perceber novas perspectivas de vida
que talvez eu não as enxergasse até hoje caso ele não tivesse nascido.

E você já parou pra pensar como seria a sua vida se você não tivesse filho? Por aqui ela não seria tão especial e enriquecedora.




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

30 anos, a idade do sucesso.

 Dizem que 30 anos é a idade do sucesso. Mas o que é considerado sucesso para uns pode não ser considerado sucesso para outros. Eu já vi gente ficar frustrado porque a vida do outro parece ser mais legal. Eu já vi gente ficar depressiva porque não tem a vida instagramavel que muitos postam na rede social. Mas afinal, o que é sucesso pra você? E pra mim? Eu tenho 33 anos e não tenho minha casa própria, nem carro. Também não tenho uma profissão bem sucedida e nunca fiz uma viagem internacional. Pra muitos isso pode ser considerado um fracasso. Pra mim o sucesso vai além dos padrões convencionais: Aos 23 anos eu tive a sorte de me casar com o amor da minha vida. Alguém que me compreende, me completa e me faz feliz. Aos 24 anos me formei em uma graduação que não me deu retorno financeiro (Publicidade e Propaganda) mas que me fez muito feliz enquanto a cursei.  Aos 27 anos me tornei mãe de um menininho lindo. É ele que me motiva todos os dias a jamais desistir. Eu tive o privilégio...