Pular para o conteúdo principal

A mãe que "só" cuida do filho...

É a primeira a acordar,  para atender as necessidades  dele;
Prepara todas as suas refeições;
Limpa a casa;
Lava, dobra,  passa e guarda as roupas que nunca tem fim;
Coloca o filho para dormir na soneca;
Brinca com ele;
Atende os seus chamados de mamãe inúmeras vezes ao dia;
Precisa ir ao mercado, feira, açougue, farmácia com o filho no colo;
Dá banho e troca a fralda diversas vezes ao dia;
É a última  a dormir após ter conseguido fazer seu filho adormecer.
Acorda de madrugada quantas vezes forem necessárias para acalentá-lo e acalmá-lo;

Essas funções se repetem  diariamente. Quando ela consegue se sentar para descansar ou fazer algo para ela, ou é interrompida para atender seu filho, ou é hora dela recomeçar qualquer uma dessas funções. Ela quase não consegue ter tempo de qualidade para si desde que seu filho nasceu, a sua nova rotina não permite que ela tenha o mesmo tempo de antes para ela mesma. E há quem diga que ela "só cuida do filho", que fica em casa de "boas".

Essa mãe está fazendo muito mais coisas que você possa imaginar, o seu turno dura 7 dias por semana, 24 horas por dia. Somente ela sabe  do que precisou abrir mão para se dedicar à ele integralmente e o quanto essa escolha embora seja gratificante também é difícil para ela. As  suas escolhas  não cabe a ninguém de fora julgar ou opinar.

Antes de você pensar: "Ah mas ela só cuida do filho". Pare, pense e reflita na grande bobagem que você está pensando ou dizendo. Além de suas tarefas não terem fim nem na hora dela dormir, ela possui uma grande responsabilidade: educar um ser humano para o mundo.

Você conhece algum trabalho mais importante que este?

Talvez você pense: "Claro, médicos, enfermeiros, cientistas, etc." Sim, são trabalhos muito importantes com toda certeza. Mas muitos desses profissionais  tiveram uma mãe que se dedicou a eles. Sem o cuidado delas, provavelmente não teriam alcançado tais conquistas profissionais. Toda mãe tem o seu valor, seja a que trabalha fora ou a que trabalha em casa.

Se você teve a oportunidade de ler esse post até o final, muito provavelmente teve uma mãe que "só cuidou" de você, não é mesmo?

Texto:   @giselesertao @afagodemaeoficial





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

HQ: Persépolis

     Persépolis é uma história em quadrinhos autobiográfica sobre a autora Marjane Satrapi. Ela relata sobre o contexto do seu país de origem Irã, e o momento que ela e sua família viveram. No início de 1979 a revolução iraniana lançou o país nas trevas do regime xiita, o que levou muitas pessoas à morte e à perda da liberdade de expressão.      Marjane foi uma criança que viveu a transição de um país ocidentalizado para um país fundamentalista. Ela estudava em uma escola laica de educação francesa que foi obrigada a se adaptar a imposições do governo e da religião. As meninas foram separadas dos meninos e foram obrigadas a usar o véu.      Os pais de Marjane sempre incentivaram a filha a estudar, a ter opinião própria e a lutar pelos seus sonhos. Perceberam então que o melhor para ela  era ficar longe de todo esse conflito, a enviaram então aos 14 anos para a Europa. Sozinha, Marjane precisou se adaptar a outra cultura e passou por muit...