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Mostrando postagens com o rótulo #maternidadereal

O "poder" da maternidade

  "A maternidade traz a plenitude de uma mulher realizada. Nenhuma outra conquista é tão importante quanto ter  um filho. Se você não é mãe ainda não descobriu o verdadeiro amor."   Tá aí um anúncio de uma revista imaginária vendendo o poder da maternidade para nós mulheres.   Muitas possuem o objetivo de ser mãe e com ele há de vir muitas expectativas  que nem sempre serão atendidas; E há aquelas que não tem este desejo, ou o adiam para realizarem outras conquistas que consideram prioritárias. Elas provavelmente irão ouvir: "Como assim não quer ser mãe?", "Ainda não tem filhos?" "Tá ficando velha hein." Comentários  indesejados não faltarão para lhe empurrarem um filho a todo custo.   Criar um filho não é como brincar de boneca,  não é só tirar fotos bonitinhas no Instagram e muito menos troféu para ser exibido para a "maravilhosa  sociedade".   Quer ser mãe? Precisa ter tempo, dedicação, doação,  deixar  seus interesses e...

É "fácil" ser mãe

   Para alguns é "fácil" ser mãe. É tudo tão óbvio e simples de ser resolvido quando se está de fora. Eu confesso que imaginava mesmo que fosse mais tranquilo cuidar de um filho até que ele nasceu e abalou minhas "certezas".   Vou ilustrar aqui uma tarefa "simples" na perspectiva de uma mãe que é preparar o jantar:    A criança chora pedindo atenção, ela a distrai com um desenho para que consiga preparar a refeição, quando então fica pronta a mãe a chama para se alimentar, ela diz que não afinal está entretida com o desenho, a mãe tenta tirar o desenho para que foque na refeição, o show de novela mexicana começa com direito a "desmaios" em forma de quedas "catastróficas no chão", se brigar com o filho aí que lascou, não vai comer de jeito nenhum. Então ela se rende em deixá-lo ver desenho enquanto ele se alimenta. É preciso escolher quais batalhas ela vai perder para que outras sejam vencidas.    O banho, a troca de roupa, dar alguma me...

A maternidade vai te fazer chorar

Um dia desses, após inúmeras vezes oferecer vários tipos de refeições e frutas diferentes para que meu filho se alimenta-se em vão, pois de uma hora pra outra ele decidiu recusar tudo o que sempre comeu bem, eu me desabei a chorar sem saber mais o que fazer para que ele aceitasse qualquer alimento.  Isso me fez pensar em quantas vezes uma mãe há de chorar no seu maternar: Desde o nascimento do seu filho,  através de seus olhos marejados ela expressa a alegria que é conhecer seu bebê que foi esperado com tanto amor; A dor de amamentá-lo a faz chorar por dias, e as lágrimas se misturam com o seu sorriso em poder ser o alimento que o seu filho necessita; As vacinas irão doer mais nela do que no seu próprio filho, e ela há de chorar por não poder evitar que ele sofra, mesmo que seja para o seu bem; As vezes que ele ficou doente fizeram com que lágrimas de impotência caíssem pelo seu rosto; A primeira vez que ele sentou, engatinhou, andou e falou mamãe a emocionaram  a fizeram...

"Ah, se fosse meu filho"...

     "Não ficaria chorando fazendo birra no supermercado, onde já se viu? Desse tamanho  acha que pode fazer o que quer?".      Pensamentos como esse são comuns em pessoas que julgam o comportamento de alguma criança e consequentemente julgam também a maneira  como a mãe ou o pai lida em determinada situação.  A maioria das pessoas que "sabem" como se deve criar um filho por incrível que pareça ainda não se tornaram de fato pais, mas elas insistem em pensar ou dizer como se deve agir com o filho dos outros, porque para elas há uma conduta "esperada" de uma criança,  e de seus responsáveis.      Essas condutas que a sociedade espera são lindas na teoria, mas muitas vezes são inalcançáveis quando se trata de uma criança que está em desenvolvimento. Não devemos colocá-las  em uma caixinha limitando-as de apreciarem a vida com o olhar encantador que  essa fase incrível lhes permite. Claro que  elas sempre devem ...

Os dias são longos, e os anos são curtos

     Quando cuidamos  de um bebê temos a sensação que os dias são  intermináveis, perdemos a noção do tempo, não sabemos ao certo que horas o dia começa e  nem que horas ele termina. Precisamos amamentá-lo,  colocá-lo pra dormir, trocar fralda e acolher seu choro, este processo repetitivo se reinicia inúmeras vezes ao dia.      São nos momentos de exaustão que desejamos que ele cresça logo, e que não dependa tanto dos nossos cuidados a todo momento. Quando ouvimos alguém dizer:  "Aproveite essa fase que passa logo", pensamos "Só pode ser piada né?" "Como assim passar rápido? Se cada dia parece ter horas e você mal dorme e já acorda cansada?", você  deseja mais é que passe logo mesmo.      Até que você percebe que seu bebezinho vai deixando de existir, quando ele já anda sozinho e não quer ficar tanto no seu colo, ou quando ele já toma mamadeira e não mama mais no peito, ou vai para a escolinha sem chorar por exem...

A mãe "perfeita"...

Sabe qual é o melhor tipo de parto; Sabe como educar um filho; Sabe o que fazer na hora da birra; Sabe a maneira correta de fazer ele dormir e onde deixar ele dormir também; Sabe como se manter vaidosa; Sabe como deixar a casa sempre organizada; Sabe como manter a carreira profissional depois da maternidade; Sabe como dar atenção ao filho sempre que ele precisa mesmo trabalhando fora; Sabe como continuar a sair com os amigos e manter sua vida social mesmo com filho; Ela sabe tudo isso e muito mais coisas, porém há um detalhe: ela ainda não tem filhos. Pensamentos como esses fazem com que muitas mulheres idealizem uma mãe "ideal", que existe somente somente na cabeça delas. Quando a maternidade chega e muita coisa do que se esperou não é correspondido, acontece a sensação de frustração e até fracasso em alguns momentos. O que existe é a mãe possível, aquela que faz o seu melhor da maneira que dá certo pra ela e pro seu filho, mesmo que algo saia fora "planejado". Tá ...

Para a mãe de recém nascido

     Esses dias eu vi uma mãe recebendo alta do hospital com o seu recém nascido nos braços. Fiquei pensando nela e nos  desafios que ela iria enfrentar dali em diante, e lembrei-me da mãe recém nascida que um dia eu fui.    Eu fiquei muito feliz no dia da alta hospitalar, mas ao mesmo tempo estava com muito medo e insegura com tudo de desconhecido que havia pela frente. A partir daquele dia  iríamos então  aprender na raça a  sermos mãe e filho pra valer, sem a ajuda de enfermeiras ou terceiros.    Os primeiros dias não foram nada fáceis, além de ser tudo muito novo, o meu medo de errar era enorme. Eu exigia de mim mesma que eu fosse  “perfeita”, como se fosse possível  alguma mãe  assim neste planeta.    Fui  então conhecendo meu filho e suas necessidades,  a cada mamada, gesto, olhar  e choro. É como se o mundo tivesse parado e nada mais  importava, somente ele.  Eu ficava em...

"Você não tem cara de quem vai aguentar um parto normal"

     Eu sempre achei lindo parto normal, em como a natureza é perfeita em fazer com que mãe e filho juntos se esforcem pra esse lindo encontro, mas também sempre tive muito medo de como seria esse processo.   Durante todo o meu Pré Natal eu tentava formar uma opinião sobre  qual decisão eu acharia melhor tomar, normal ou cesariana? Eu me fiz essa pergunta todos os dias durante os 9 meses de gestação,  avaliei prós e contras de ambos tipos de parto, mas não conseguia ter convicção do que realmente queria.    E essa era uma das perguntas mais frequentes que eu ouvia: Quando nasce o seu bebê? Já tem data de parto agendado? Vai ser normal ou cesariana?  A minha resposta era: “Vou esperar o dia que o bebê quiser chegar e no dia saberemos, quem sabe seja normal, ou talvez cesariana.”    Até que um dia eu ouvi a seguinte frase: "Você não tem cara de que vai aguentar parto normal".    Fiquei sem palavras e sem reação ao ouvir isso...

Quando nasce uma mãe, nasce a culpa.

     O sentimento de culpa é inevitável na vida de uma mãe, seja qual for a etapa que ela esteja vivenciando na maternidade. Por mais que tentemos desconstruir a imagem romantizada da mãe perfeita, inúmeras vezes nos questionamos se estamos fazendo o melhor e da melhor maneira possível.      Já na gestação há a preocupação com a saúde do bebê, e caso algo não esteja conforme o esperado por mais bem que a mãe se alimente, ela há de se questionar, será que eu fiz algo que não deveria ter feito?      O tipo de parto por exemplo, se for diferente do que foi  idealizado e planejado por ela mesma, ela há de se perguntar: Eu deveria ter sido mais “forte” ou achar que “falhou” em algum momento.      A amamentação, por mais inúmeras tentativas  que possam ter sido feitas,  se também não aconteceu como o esperado, seja pela falta de pega do bebê, ou por que ele precisava de complemento para se alimentar, ela há de  pe...

O trabalho mais difícil do mundo

Cargo: Diretor de operações Descrição da vaga: Trabalhar em pé praticamente o tempo todo, curvando-se,  se esforçando, e gastando bastante energia por tempo ilimitado, gastando bastante energia por tempo ilimitado, 7 dias por semana, 24 horas por dia, sem intervalos disponíveis. O Almoço é permitido somente depois que o associado já tiver se alimentado. É preciso poder de negociação e precisa se acostumar a ambientes caóticos. Não há tempo para dormir, é preciso ficar com o associado durante a noite toda. Se você tiver uma vida, pedimos que a abandone, pois não haverá férias, natal, ano novo, nem feriados. A carga horária ficará cada vez mais pesada. Salário: Sem remuneração. Provavelmente, se você visse o anúncio desta vaga de emprego, você sairia correndo imediatamente e não se candidataria. Este foi um anúncio fictício, onde foram feitas entrevistas reais e a reação dos entrevistados foram de choque, disseram ser uma piada, desumano, louco e doentio esse cargo, e obviamente ning...

Depois que tive filho...

     Já não tenho o sono pesado que nada me fazia acordar de jeito nenhum, hoje acordo com o mais leve dos suspiros, e estou sempre atenta com os movimentos do meu filho para me certificar que está tudo bem ;      Não tenho a mesma autonomia de antes para sair  á qualquer lugar que seja, mas agora os passeios são muito mais alegres e divertidos na companhia de um serzinho que está descobrindo o mundo à sua volta;      Não me preocupo tanto com o que eu preciso ou o que é importante para mim, pois as necessidades do meu filho estão acima das minhas;      Deixei um pouco de lado a preocupação de antes com a minha vaidade, e passei a me importar muito mais com os looks que meu filho irá vestir;      Não me preocupo como antes com os afazeres domésticos, faço o que está ao meu alcance, pois por mais que eu me dedique a eles, jamais terão fim, já a infância do meu filho é breve e passageira;      ...

O poder do colo

Na nossa sociedade existe o pensamento de que dar colo demais “estraga” e deixa a criança “mimada”. Algumas pessoas até criticam os pais, como se estivessem fazendo algo extremamente errado. São comuns falas como estas: "Ah mas essa criança está manhosa demais porque vive no colo", "Deixa chorar um pouco, faz bem pro pulmão, e por aí vai.  Á  essas pessoas eu faço a seguinte pergunta: Desde quando dar  amor  se tornou algo prejudicial? A falta de colo sim pode trazer danos perigosíssimos, como por exemplo o sentimento de desprezo, abandono e rejeição de quem mais a criança espera acalento, e isso ser humano nenhum merece receber, quem dirá um  filho que é aguardado com tanto amor. Digo então que o colo é poderoso: Ele tem o poder de acalmar os choros de desespero; Ele constrói vínculos, parceria e cumplicidade; Ele transmite proteção e acolhimento; Ele afasta todo medo e solidão; Ele é a demonstração de cuidado e afeto; Ele é sinônimo de atenção, abrigo e porto ...

Mãe...

Aquela que cede o seu corpo para gestar; Que oferece seu colo para acalentar; Que abre mão do seu sono para amamentar; Que dedica o tempo para cuidar, nutrir, brincar e educar; Que erra algumas vezes tentando acertar; Que pausa os seus sonhos para ao seu filho se dedicar; Que mesmo quando todos se vão sempre há de ficar; Que não importa o que aconteça, seu filho sempre irá amar. Por:  @giselesertao   @afagodemaeoficial

"Aproveite para dormir enquanto pode". Eles disseram.

     O que você mais ouviu durante a gestação foi que aproveitasse para dormir enquanto podia. De tanto ouvir isso você achou um certo tipo de exagero das pessoas, até que o seu bebezinho nasceu e você percebeu que estava equivocada.        Durante a maior parte do dia o seu bebê é bem tranquilo, todos dizem que ele parece um anjinho dormindo. Aí chegam as madrugadas, e são nelas que ele te dá mais trabalho. Você precisa então lidar com choros, trocas de fraldas, cólicas, mamadas de hora em hora, e muitas vezes ele acorda ao ser colocado no berço, fazendo assim o seu trabalho de niná-lo por mais de quarenta minutos no colo ter sido em vão. Então ele finalmente dorme para que você possa descansar, engano seu, em menos de três horas ali está o seu bebê acordado pronto para mais um ciclo e seu turno está longe de chegar ao fim.      Seu sono jamais será o mesmo de antes, ele passa a ser fracionado para atender as necessidades do seu filho, ...