Pular para o conteúdo principal

Quando nasce uma mãe, nasce a culpa.

    O sentimento de culpa é inevitável na vida de uma mãe, seja qual for a etapa que ela esteja vivenciando na maternidade. Por mais que tentemos desconstruir a imagem romantizada da mãe perfeita, inúmeras vezes nos questionamos se estamos fazendo o melhor e da melhor maneira possível.

    Já na gestação há a preocupação com a saúde do bebê, e caso algo não esteja conforme o esperado por mais bem que a mãe se alimente, ela há de se questionar, será que eu fiz algo que não deveria ter feito?

    O tipo de parto por exemplo, se for diferente do que foi  idealizado e planejado por ela mesma, ela há de se perguntar: Eu deveria ter sido mais “forte” ou achar que “falhou” em algum momento.

    A amamentação, por mais inúmeras tentativas  que possam ter sido feitas,  se também não aconteceu como o esperado, seja pela falta de pega do bebê, ou por que ele precisava de complemento para se alimentar, ela há de  pegar a culpa para si  disso também.

    O primeiro tombo do bebê, a falta de apetite do filho, as birras que são vistas como mau comportamento pelos demais, o tempo de tela do celular, tudo que não ocorre da maneira esperada por ela é motivo para que esse sentimento apareça e a faça se sentir a pior mãe do mundo inúmeras vezes.

    Vendo uma reportagem da escritora Thais Vilarinho uma frase dela me chamou muita atenção que é a seguinte: "A culpa materna deve ser vista como uma visita, ela pode aparecer a qualquer momento e tudo bem você fazer sala pra ela,  mas uma hora ela precisa ir embora." 

    Isso faz total sentido. É normal se sentir assim em alguns momentos mas  você não deve fazer desta  culpa uma presença constante na sua maternidade.

    Quando esse sentimento bater à sua porta, tente pensar também nas coisas boas que você tem feito. Você não é perfeita mas também não é a pior de todas as mães. Garanto que você encontrará muito mais motivos para sorrir quando se lembrar  do quanto você é essencial na vida do seu filho. Se for pra sentir culpa de algo,  que seja de  ter sido agraciada por DEUS em ser Mãe.

Essa culpa eu carrego com orgulho e você?

Texto:  @giselesertao @afagodemaeoficial 





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

30 anos, a idade do sucesso.

 Dizem que 30 anos é a idade do sucesso. Mas o que é considerado sucesso para uns pode não ser considerado sucesso para outros. Eu já vi gente ficar frustrado porque a vida do outro parece ser mais legal. Eu já vi gente ficar depressiva porque não tem a vida instagramavel que muitos postam na rede social. Mas afinal, o que é sucesso pra você? E pra mim? Eu tenho 33 anos e não tenho minha casa própria, nem carro. Também não tenho uma profissão bem sucedida e nunca fiz uma viagem internacional. Pra muitos isso pode ser considerado um fracasso. Pra mim o sucesso vai além dos padrões convencionais: Aos 23 anos eu tive a sorte de me casar com o amor da minha vida. Alguém que me compreende, me completa e me faz feliz. Aos 24 anos me formei em uma graduação que não me deu retorno financeiro (Publicidade e Propaganda) mas que me fez muito feliz enquanto a cursei.  Aos 27 anos me tornei mãe de um menininho lindo. É ele que me motiva todos os dias a jamais desistir. Eu tive o privilégio...