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Os filhos e a habilidade da persistência

    Os filhos nos ensinam muito sobre persistência. Eles possuem um poder de convencimento muito grande, e na maioria das vezes nos vencem pelo cansaço.      Vou ilustrar aqui uma situação que passei com meu filho de 2 anos há um tempo atrás: “Ele queria muito brincar na areia do parque que é pertinho aqui de casa. Eu tinha que preparar o almoço,  e terminar demais afazeres domésticos. Sair naquele momento em que ele queria estava fora  de cogitação. Expliquei que ele tinha que esperar e que mais tarde iríamos. Ele começou a chorar e fazer o maior escândalo para poder sair pra rua. Nada do que eu dizia fazia com que ele mudasse o foco de brincar na areia do parque. Na minha ingenuidade pensei que se levasse ele para dar uma voltinha rápida na pracinha ele esqueceria do parque e logo voltaríamos para casa para que eu terminasse o almoço. Quando ele percebeu que eu segui outra direção começou a fazer o maior escândalo novamente. Quando perguntei por...

Livro: O pequeno príncipe

     O Pequeno Príncipe é um clássico escrito por Antoine de Saint-Exupéry e foi publicado pela primeira vez em 1943 nos EUA.  Com de trechos  poéticos e  repletos de significados é uma das obras mais traduzidas em todo o mundo.    O autor traz reflexões profundas que permitirão ao leitor reavaliar seus valores, suas crenças, suas relações pessoais e visão de mundo.    É um livro atemporal comovente e cativante. Palavra esta que aparece em alguns momentos importantes no decorrer da narrativa: "A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixa cativar." "Se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo." "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."      E foi exatamente isso que O pequeno príncipe fez comigo desse a primeira vez que eu o li há  11 anos atrás: me cativou, me emocionou e me fez enxergar a vida sob uma nova ...

HQ: A diferença Invisível

  Esta história em quadrinhos retrata a vida de Marguerite, uma jovem de 27 anos que aparentemente não possui diferença das demais pessoas. Ela trabalha, mora com o namorado e é bastante inteligente, no entanto ela  se sente desconfortável em determinados ambientes ou situações. Possui dificuldades em se relacionar com outras pessoas e se sente deslocada em convenções sociais. Quando ela  tenta agir de acordo com o que esperam dela, causa grande sofrimento para si mesma.       Ela gosta de  manter a sua rotina, e mudanças de hábito a fazem muito mal. Ela se incomoda com ruídos e barulhos com falatórios dos seus colegas de trabalho.  Todas essas questões fazem com que ela se questione e procure ajuda de um especialista. Após as avaliações ela descobre que possui um Transtorno do Espectro Autista – a síndrome de Asperger, o que faz com que ela compreenda melhor a si mesma, e aprenda a respeitar as suas próprias limitações.    ...

Sobre ser mulher e a culpabilização da sociedade

     Nesses últimos dias dois casos de estupros foram alvos de discussões e opiniões nas redes sociais:      Uma menina de 11 anos violentada fez o aborto da gestação e muitos criticaram dizendo: "Melhor seria dar pra adoção."      Uma jovem atriz de 21 anos também abusada sexualmente engravidou e deu o bebê para adoção, foi acusada de abandono de incapaz e foi questionada do porque não ficou com a criança.      Ambos os casos revelam a hipocrisia de uma sociedade que pouco se importa com a mulher e seus direitos.      O que existe é a preocupação constante com que ela veste, como ela pensa, com quem ela anda, o que ela faz ou deixa de fazer.      Questionamentos e apontamentos esses são frequentes quando o alvo é o sexo feminino, sejam elas vítimas de estupro ou não. Já os homens? Estes fazem o que bem entendem: agridem, ofendem, abusam, matam, abandonam seus filhos e tá tudo bem. Afinal é isso qu...

Ser mãe é um papel chato pra caramba

     A maioria dos filhos enxerga a sua mãe  como uma pessoa chata de galocha. Afinal é ela quem impõe limites, que exige os dentes escovados,  que pergunta mil vezes cadê o chinelo no pé, que não deixa o filho comer doce antes do jantar, que briga se ele rabiscar a parede da casa, que não deixa dormir na casa dos amigos ou impõe horários para retornar pra casa.      Ser mãe é um papel chato pra caramba!      O filho enquanto criança ou adolescente não enxerga todo esse cuidado como algo extremamente necessário para o seu bem. Na percepção deles a mãe  está os impedindo de fazerem seus gostos e são demasiadamente exageradas. Como protestos  choram,  esperneiam,  fazem birra,  batem à porta, fazem chantagem emocional como por exemplo: "Nunca mais vai falar com você mãe.", até que a raiva passa até outro momento de rebeldia chegar.      Acredito que o que mais entristece o coração de uma mãe...

A vida com filhos: Do caos ao equilíbrio

    Os filhos são por vezes contraditórios. Eles possuem comportamentos que testam nossa paciência constantemente. Eles fazem um escândalo para ir tomar banho, e depois choram desesperadamente porque o banho acabou. Eles choram na hora de ir pra escola deixando a gente com o coração apertado e quando acaba a aula querem voltar para brincar com os amigos. Eles pedem determinada fruta para comer e quando a gente entrega pra eles simplesmente não querem mais. Eles choram porque não querem dormir, mas basta niná-los por alguns minutos que capotam imediatamente. Eles dizem não para quase tudo que precisa ser feito, e depois reclamam porque acabou aquilo que eles fizeram o maior escândalo para não fazer de início.      Ahhh os filhos são serzinhos que amamos muito mas que por vezes nos deixam à beira da loucura.      Assim como os filhos são contraditórios, nós nos contradizemos quando sentimos falta da vida tranquila antes deles chegarem e logo e...

Sobre ter filhos

 Filhos são espaçosos. Eles ocupam espaço desde o ventre materno e fazem dele sua morada por 9 meses. Eles ocupam os braços de seus cuidadores e fazem deles seu colo por alguns anos. Eles ocupam a cama de seus pais e se consideram donos dela. Eles ocupam os pensamentos dos seus responsáveis e são os motivos de toda preocupação deles. Eles ocupam o nosso tempo que já não está mais disponível para as nossas necessidades. Primeiro vem eles,  se sobrar um tempinho pra gente é lucro. Eles ocupam nossa atenção, dificilmente conseguimos terminar alguma tarefa sem interrupções com eles por perto. Eles ocupam nosso orçamento, mesmo que precisemos de algo, sempre serão prioridade dos nossos gastos. Os filhos depois que chegam ocupam grande parte da nossa vida. Aquela que antes era vivida para  nós mesmos e passa ser dedicada a eles. Embora esses espaços ocupados nos esgotem física e emocionalmente em alguns momentos, se pudéssemos não voltaríamos no tempo, pois a vida de antes não ...