Pular para o conteúdo principal

O papel mais importante do mundo

Quando nasce um bebê, a mãe possui muitas inseguranças. (principalmente se for mãe de primeira viagem).

Há uma cobrança da mídia e da sociedade para que ela seja uma "mãe ideal". E as recens-mães acreditam ilusoriamente que há uma receita de bolo a ser seguida para a maternidade.

As exigências para este papel são extensas: parto normal, bebê que dorme no berço à noite inteira, que não pode ficar muito no colo para não ficar "mal-acostumado", que deve mamar no peito (até tantos meses), a mãe deve estar sempre sorrindo, plena e feliz e não pode reclamar das eventuais dificuldades da maternidade. Caso faça isso, é considerada por muitos uma "péssima mãe." e que não ama tanto assim o seu filho.

A verdade é que não existe nenhum "padrão de mãe" a ser seguido. Na prática, ela vai aprender diariamente a ser a mãe que seu filho necessita.

As pessoas precisam aprender a ser mais empáticas e solidárias com as mães. Mas infelizmente é muito comum elas ouvirem críticas, julgamentos e palpites inconvenientes que a farão se sentir ainda mais insegura em uma fase tão sensível, onde precisam de apoio e encorajamento para acreditarem em si mesmas.

Ninguém nasce sabendo ser professor, médico, veterinário ou advogado, quem dirá mãe, função essa essencial para a formação de todas as profissões existentes no mundo.

E para cada uma delas, há o empenho e dedicação de uma mãe que não nasceu do dia pra noite. Uma mãe que aprendeu a decifrar choros, que teve noites mal dormidas para cuidar do filho na madrugada, que o levou para o médico, que lhe ensinou as lições de casa, e que lhe corrigiu constantemente sobre o certo e o errado para a formação do seu caráter.

A mãe é a pessoa mais importante para ensinar valores que nortearão a vida do seu filho. E esses valores aprendidos serão transmitidos em suas relações pessoais, em seus ambientes de trabalho e em todo e qualquer lugar que ele estiver.

Há exceções de filhos que mesmo tendo aprendido bons valores vão para o mal caminho, assim como há filhos que aprendem desde cedo o que é errado com aquela que deveria ensinar sobre solidariedade, generosidade, compaixão e serviço ao próximo.

Infelizmente o mundo não tem dado valor às mães. Ele as faz acreditar que estão "perdendo tempo" cuidando dos seus filhos, ou que essa função é insignificante. E quando elas acreditam nisso deixam de ver beleza e encanto na missão mais extraordinária e incrível de toda a face da Terra: a formação de um ser humano para o mundo.

Mãe, o seu valor é inestimável para Deus. Aquele que concedeu a você o papel mais importante de todo o mundo. E ele há de ser transformado (ou não) através da sua maternidade. Isso só depende única e exclusivamente de você.

Texto: @giselesertao @afagodemaeoficial

Arte: @amandaoleander



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

30 anos, a idade do sucesso.

 Dizem que 30 anos é a idade do sucesso. Mas o que é considerado sucesso para uns pode não ser considerado sucesso para outros. Eu já vi gente ficar frustrado porque a vida do outro parece ser mais legal. Eu já vi gente ficar depressiva porque não tem a vida instagramavel que muitos postam na rede social. Mas afinal, o que é sucesso pra você? E pra mim? Eu tenho 33 anos e não tenho minha casa própria, nem carro. Também não tenho uma profissão bem sucedida e nunca fiz uma viagem internacional. Pra muitos isso pode ser considerado um fracasso. Pra mim o sucesso vai além dos padrões convencionais: Aos 23 anos eu tive a sorte de me casar com o amor da minha vida. Alguém que me compreende, me completa e me faz feliz. Aos 24 anos me formei em uma graduação que não me deu retorno financeiro (Publicidade e Propaganda) mas que me fez muito feliz enquanto a cursei.  Aos 27 anos me tornei mãe de um menininho lindo. É ele que me motiva todos os dias a jamais desistir. Eu tive o privilégio...