Pular para o conteúdo principal

Livro: Mentes perigosas

Ana Beatriz Barbosa Silva é uma psiquiatra, palestrante e escritora brasileira. Em mentes perigosas, o seu objetivo é informar o público para ficarem de olhos e ouvidos bem abertos e prevenidos contra os psicopatas. 

Quando o senso comum pensa neste termo,  associa a assassinos em série. Mas com uma linguagem bem simples e de fácil entendimento, sem termos científicos, Ana Beatriz, nos mostra que pessoas assim possuem a personalidade fria e calculista e estão mais perto do que imaginamos.

Aqui um trecho sobre o perfil de um psicopata:

“Tenha sempre em mente que a maioria dos psicopatas não tem ”pinta” de assassino. Eles costumam ter um sorriso cativante, linguagem corporal interessante e uma boa lábia. Não caia nessa cilada! Ao conhecer novas pessoas, procure enxergar o que está por trás de tantos atrativos. Não se distraia com os olhares sedutores, a demonstração de poder, os gestos atraentes, a voz suave ou o traquejo verbal característicos de um psicopata. Todos esses artifícios são utilizados com extrema habilidade exatamente para encobrir as verdadeiras intenções dele.

Os psicopatas zombam dos mais sensíveis e generosos. Para eles, essas pessoas não passam de uma gente fraca e vulnerável, e, por isso mesmo, são seus alvos preferido.  Suas vítimas prediletas são as pessoas mais sensíveis, mais puras de alma e de coração.”

A autora destaca que ninguém vira psicopata da noite para o dia: eles nascem assim e permanecem assim durante toda a sua existência. Por este motivo, a autora deixa bem claro que ao identificar alguém com esta personalidade, a única maneira eficaz de lidar com ele (a) é mantê-lo bem longe de você para o seu próprio bem, já que eles não se arrependem do que fazem e causam destruição por onde passam:

"Os psicopatas mostram uma total e impressionante ausência de culpa em relação aos efeitos devastadores que suas atitudes provocam nas outras pessoas. Os mais graves chegam a ser sinceros sobre esse assunto: dizem que não possuem sentimento de culpa, que não lamentam pelo sofrimento que causaram em outras pessoas e que não conseguem ver nenhuma razão para se preocuparem com isso. Na cabeça dos psicopatas, o que está feito, está feito, e a culpa não passa de uma ilusão utilizada pelo sistema para controlar as pessoas. Por sinal, eles (os psicopatas) sabem utilizar a culpa contra as pessoas de bem e a favor deles com impressionante maestria." 

Este é um livro de utilidade pública que serve de alerta para você se proteger de pessoas desta personalidade e não cair nos seus “encantos” e falácias eloquentes, que são apenas grandes disfarces para te usarem como um objeto e te descartar quando você não lhe for mais útil.




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Livro: Quando nasce a mãe

     Neste livro, Vanessa reúne 16 histórias de mulheres comuns que nascem mães. Segundo a autora, o nascer de uma mãe é como o desabrochar de uma borboleta: “ A mulher entra sozinha no casulo. Ela consigo mesma. Ali, a mãe é gestada. Gestada a partir da mulher. Mulher e mãe coabitam.”      Cada história relatada possui a sua particularidade de encontro com a maternidade, porém também há similaridade dessas histórias e tantas outras  mulheres que nascem mães: o medo pelo desconhecido, a incerteza da carreira profissional, o desafio de ser mãe solo, os riscos que envolvem um parto prematuro,  a perda de um bebê, a espera pela adoção, entre tantas outras experiências que são vividas por mulheres que desabrocham para a maternidade, assim como a lagarta vira borboleta e precisa sair do seu casulo.      Uma leitura leve e envolvente  que te fará sentir empatia e sororidade por cada mãe que nasceu, seja a partir dos relatos dest...