Pular para o conteúdo principal

Hoje eu não fiz quase nada...

 Eu só fiz o café da manhã, arrumei e levei as crianças para a escola;

Hoje  eu não fiz quase nada…

Eu só arrumei a casa, fiz o almoço, lavei a louça, recolhi e dobrei  e passei as roupas do varal;

Hoje eu não fiz quase nada…

Eu só recolhi o lixo, fiz as compras no mercado, preparei a janta e dei banho nas crianças;

Hoje eu não fiz quase nada…

Eu só trabalhei 9 horas fora, fiquei 2 horas no trânsito e cheguei em casa para a segunda jornada de trabalho;

Hoje eu não fiz quase nada…

Eu só recolhi inúmeras vezes os brinquedos espalhados pela casa, embalei meu filho nas sonecas e acalmei seus choros e excessos de birra durante o dia;

Hoje eu não fiz quase nada…

Eu só ajudei as crianças com as tarefas da escola, escovei seus dentes e contei-lhes histórias antes de dormir;

Hoje eu não fiz quase nada…

Eu só acordei 4 vezes na madrugada para trocar, e dar de mamar ao meu filho.

Hoje eu não fiz quase nada…

Eu só fiz tudo o que uma mãe faz todos os dias. 

Tudo o que ninguém vê nos bastidores.

Tudo o que muita gente pensa ou até mesmo tem a audácia de dizer:

"Ela não faz quase nada."

Texto: @giselesertao @afagodemaeoficial


Arte: @this_mama_doodles


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Livro: Quando nasce a mãe

     Neste livro, Vanessa reúne 16 histórias de mulheres comuns que nascem mães. Segundo a autora, o nascer de uma mãe é como o desabrochar de uma borboleta: “ A mulher entra sozinha no casulo. Ela consigo mesma. Ali, a mãe é gestada. Gestada a partir da mulher. Mulher e mãe coabitam.”      Cada história relatada possui a sua particularidade de encontro com a maternidade, porém também há similaridade dessas histórias e tantas outras  mulheres que nascem mães: o medo pelo desconhecido, a incerteza da carreira profissional, o desafio de ser mãe solo, os riscos que envolvem um parto prematuro,  a perda de um bebê, a espera pela adoção, entre tantas outras experiências que são vividas por mulheres que desabrocham para a maternidade, assim como a lagarta vira borboleta e precisa sair do seu casulo.      Uma leitura leve e envolvente  que te fará sentir empatia e sororidade por cada mãe que nasceu, seja a partir dos relatos dest...