Pular para o conteúdo principal

Crescer dói

 Crescer dói. Crianças ralam o joelho, choram e logo voltam a brincar. Adultos se decepcionam, perdem a confiança em amigos, familiares ou pessoas próximas devido atitudes tóxicas e prejudiciais à sua saúde mental.

Crescer dói. Crianças se desesperam caso percam os pais de vista em algum lugar público. Adultos se frustram quando as coisas não acontecem conforme o planejado e quando  depositam sua confiança em outras pessoas que são tão falhas quanto eles.

Crescer dói. Crianças se entristecem quando o amiguinho muda de cidade, ou quando os pais não compra determinado brinquedo. Adultos sofrem por causa de um coração partido, a perca de um emprego ou de um ente querido.

Crescer dói. Crianças choram quando a hora da diversão termina e quando ouvem repreensões de seus pais. Adultos reclamam afazeres constantes, dos boletos que nunc atitam férias e da vida agitada cheia de obrigações.

Crescer dói tanto que dá vontade de voltar a ser criança. De dormir na sala e acordar na cama porque o pai ou a mãe foi levar. De comer fruta do pé no quintal da avó, ou de tomar banho de mangueira no calor de 38 °C em plena segunda-feira.

Crescer dói. E essas dores geram cicatrizes que com o passar do tempo deixam de doer. E se transformam em testemunhos de vida para que tantas outras pessoas possam crescer também sem precisar passar pela dor que pode ser evitada.

Embora crescer seja tão dolorido, é através das experiências (sejam elas boas ou ruins), que nós temos a oportunidade de amadurecer e aprender o que jamais saberíamos se fossemos crianças para sempre.

Este ano eu cresci, sorri, chorei, caí,  me levantei e me reergui pela graça e misericórdia de Jesus Cristo, meu Salvador.

O  desejo do meu coração é continuar crescendo em maturidade e sabedoria de acordo com a vontade do meu Pai. Ele me sustentou em cada dia da minha vida até aqui e vai continuar me guiando disso eu tenho certeza 🙏.

Texto: @giselesertao @afagodemaeoficial




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

Livro: Quando nasce a mãe

     Neste livro, Vanessa reúne 16 histórias de mulheres comuns que nascem mães. Segundo a autora, o nascer de uma mãe é como o desabrochar de uma borboleta: “ A mulher entra sozinha no casulo. Ela consigo mesma. Ali, a mãe é gestada. Gestada a partir da mulher. Mulher e mãe coabitam.”      Cada história relatada possui a sua particularidade de encontro com a maternidade, porém também há similaridade dessas histórias e tantas outras  mulheres que nascem mães: o medo pelo desconhecido, a incerteza da carreira profissional, o desafio de ser mãe solo, os riscos que envolvem um parto prematuro,  a perda de um bebê, a espera pela adoção, entre tantas outras experiências que são vividas por mulheres que desabrocham para a maternidade, assim como a lagarta vira borboleta e precisa sair do seu casulo.      Uma leitura leve e envolvente  que te fará sentir empatia e sororidade por cada mãe que nasceu, seja a partir dos relatos dest...

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...