Pular para o conteúdo principal

O grande perigo de uma criação sem limites

    Crianças precisam de limites. Precisam ter  hora para dormir, para comer,  tomar banho e acordar. Precisam saber aonde pode e não pode mexer. Precisam de orientação dos pais para não se machucarem ao pular do sofá, para não bater no amiguinho, para não pegar o que não é seu ou para devolver algo emprestado. Crianças precisam saber a hora de ganhar um jogo, uma brincadeira, um brinquedo e a hora de perder também: o brinquedo que quebrou, ou a brincadeira que teve outro vencedor.
    Crianças quando não recebem limites se tornam o rei ou rainha da casa. Mandam e desmandam nos seus pais. Se acham donas da verdade, do espaço em que vivem, do bairro, da cidade, ou até mesmo do país em que moram.
    Crianças que não recebem limites correm o grande risco de se tornarem adultos autoritários. Adultos que se acham acima da lei e do bem e do mal. Adultos que acreditam que os demais estão ao seu serviço, ou que são seus súditos. Arriscam se tornarem pessoas arrogantes e incapazes de lidar com a derrota.
    Ninguém gosta de perder. Mas a vida não é feita somente de vitórias. 
São nos momentos de luta, de decepção, de quedas e frustrações que aprendemos grandes lições que talvez não saberíamos se ganhássemos sempre tudo.
    Quem ganha tudo, perde também. Perde a oportunidade de olhar para os próprios erros, de avaliar sua conduta, de mudar, melhorar e amadurecer como ser humano.
Saber perder é essencial, pois nem só de ganhos e conquistas  se vive. 
    Eu desejo caro  Jair Messias Bolsonaro, que você reavalie suas atitudes enquanto foi governante da nosso país. Que você reconheça o que falou e fez. 
    Não dá para enumerar aqui  cada barbaridade que você falou e fez também, mas eu desejo que a sua consciência te lembre de cada atitude que poderia ter contribuído para o bem de milhares de brasileiros, mas que infelizmente não aconteceu.
    Eu desejo que você entenda que não dá para brincar de ser presidente da República e bater o pé igual criança mimada por acabar a hora da diversão.
Eu desejo que você se autoavalie, e que o  Deus  verdadeiro criador do céus e da  Terra te ajude a perceber o que você precisa mudar.

    Desejo também que você consiga ser um ser humano humano, porque  muitos de nós não enxergarmos em ti atos de  humanidade e compaixão ao próximo.
    Ainda assim existem apoiadores que acreditam na sua causa. Causa essa que fala muito de Deus, mas não age de acordo com os seus ensinamentos.

 Esses que ainda acreditam na sua ideologia  confusa e com valores distorcidos, precisam de uma nova versão sua. Uma versão que haja de acordo com o seu discurso de "cidadão de bem" e uma versão verdadeiramente transformada. Porque a atual, infelizmente, já causou muita dor, sofrimento, brigas, divisões, confusões  e estragos grandiosos demais para toda  a nossa nação.

O Deus que eu conheço nunca apoiou isso.

Texto: @giselesertao @afagodemaeoficial






Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

HQ: Persépolis

     Persépolis é uma história em quadrinhos autobiográfica sobre a autora Marjane Satrapi. Ela relata sobre o contexto do seu país de origem Irã, e o momento que ela e sua família viveram. No início de 1979 a revolução iraniana lançou o país nas trevas do regime xiita, o que levou muitas pessoas à morte e à perda da liberdade de expressão.      Marjane foi uma criança que viveu a transição de um país ocidentalizado para um país fundamentalista. Ela estudava em uma escola laica de educação francesa que foi obrigada a se adaptar a imposições do governo e da religião. As meninas foram separadas dos meninos e foram obrigadas a usar o véu.      Os pais de Marjane sempre incentivaram a filha a estudar, a ter opinião própria e a lutar pelos seus sonhos. Perceberam então que o melhor para ela  era ficar longe de todo esse conflito, a enviaram então aos 14 anos para a Europa. Sozinha, Marjane precisou se adaptar a outra cultura e passou por muit...