Pular para o conteúdo principal

Menino também brinca de boneca

 Menino não pode brincar de boneca". Imagine só, ele crescer e se tonar um pai que cuida dos seus filhos?
"Menino não pode brincar de casinha." Imagine só, ele se tornar um homem que limpa a própria casa?
"Menino não pode brincar com coisas de menina." Imagine só, ele crescer e dividir as tarefas da casa com a sua companheira?

    Parece um grande absurdo esse tipo de pensamento. Mas infelizmente ainda existe muita gente que pensa assim. Essa maneira de pensar gera comportamentos machistas que sobrecarregam, oprimem e afetam tantas e tantas mulheres mundo afora.
    Crianças quando brincam exploram o mundo imaginário e replicam atitudes do cotidiano adulto também.
    Crianças quando brincam aprendem o que lá na frente, farão também enquanto adultas.
Meninas podem brincar de carrinho, assim como meninos podem brincar de boneca.
    Crianças podem brincar do que quiserem, desde que tais brincadeiras não as coloquem em perigo.
    Adultos que pensam haver restrições de brinquedos para crianças muito provavelmente não tiveram a oportunidade de brincar com brinquedos de "menino" e de "menina" também enquanto eram crianças.
    Que nós possamos deixar nossos meninos brincarem de boneca, casinha, e do que mais eles quiserem, para que se tornem bons homens, maridos e pais.
    As mulheres do futuro agradecem.





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

HQ: Persépolis

     Persépolis é uma história em quadrinhos autobiográfica sobre a autora Marjane Satrapi. Ela relata sobre o contexto do seu país de origem Irã, e o momento que ela e sua família viveram. No início de 1979 a revolução iraniana lançou o país nas trevas do regime xiita, o que levou muitas pessoas à morte e à perda da liberdade de expressão.      Marjane foi uma criança que viveu a transição de um país ocidentalizado para um país fundamentalista. Ela estudava em uma escola laica de educação francesa que foi obrigada a se adaptar a imposições do governo e da religião. As meninas foram separadas dos meninos e foram obrigadas a usar o véu.      Os pais de Marjane sempre incentivaram a filha a estudar, a ter opinião própria e a lutar pelos seus sonhos. Perceberam então que o melhor para ela  era ficar longe de todo esse conflito, a enviaram então aos 14 anos para a Europa. Sozinha, Marjane precisou se adaptar a outra cultura e passou por muit...