Pular para o conteúdo principal

Ela tem alma leve e coração de criança

    Adultos na maioria das vezes são orgulhosos, teimosos, provocam discussões e possuem dificuldades em liberar perdão.
    Crianças são puras, inocentes e amorosas. Abraçam e beijam sem cerimônia, pedem desculpas depois de um conflito e dizem eu te amo com muita naturalidade. Demonstram afeto genuinamente, sorriem pelas coisas simples da vida e se encantam com que é verdadeiramente belo.
  Enquanto criança eu me lembro de desejar demonstrações de afeto da minha mãe, mas dificilmente ela conseguia se expressar carinhosamente.
  Hoje eu compreendo o quanto as palavras negativas que ela ouviu enquanto criança ecoaram na sua mente até a sua vida adulta e a impediram de demonstrar o que ela deixou de receber grande parte da sua vida. Ela se sentia rejeitada e indigna de ser amada simplesmente por ser diferente dos demais.
   Eu, enquanto uma jovem imatura, não sabia lidar com as suas diferenças. Queria mudá-la para que ela fosse como a maioria das pessoas.
   Até que Deus me fez compreender que a mudança precisava começar em mim. Quando mudei a maneira de enxergá-la, passei a aceitá-la como ela verdadeiramente é.
    Que bom que ela não é como a maioria das pessoas!
    Ela é especialmente diferente: Ela perdoa fácil, ama bonecas, brinquedos de criança e se diverte assistindo o programa do chaves. Ela não vê maldade nos outros, porque não há maldade no coração dela.
   Ela tem alma leve e coração de criança. E por ela ser assim já foi alvo de muitas situações tóxicas que a fizeram mal e afetaram negativamente a minha vida de alguma forma também.
   Hoje eu tenho a certeza do quanto Deus foi bom conosco nos presenteando como mãe e filha.
Graças a misericórdia dEle aqui se rompeu um ciclo: coisas ruins foram embora para que Jesus faça novo todas as coisas: "Chamando uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: "Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus." Mateus 18:2-6
   A minha querida avó se preocupava muito com ela e me aconselhava para sempre ajudá-la.
O que depender de mim, vozinha, ela sempre vai estar com esse sorriso no rosto.
Eu amo uma criança grande que é especialmente minha mãe.




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Livro: Quando nasce a mãe

     Neste livro, Vanessa reúne 16 histórias de mulheres comuns que nascem mães. Segundo a autora, o nascer de uma mãe é como o desabrochar de uma borboleta: “ A mulher entra sozinha no casulo. Ela consigo mesma. Ali, a mãe é gestada. Gestada a partir da mulher. Mulher e mãe coabitam.”      Cada história relatada possui a sua particularidade de encontro com a maternidade, porém também há similaridade dessas histórias e tantas outras  mulheres que nascem mães: o medo pelo desconhecido, a incerteza da carreira profissional, o desafio de ser mãe solo, os riscos que envolvem um parto prematuro,  a perda de um bebê, a espera pela adoção, entre tantas outras experiências que são vividas por mulheres que desabrocham para a maternidade, assim como a lagarta vira borboleta e precisa sair do seu casulo.      Uma leitura leve e envolvente  que te fará sentir empatia e sororidade por cada mãe que nasceu, seja a partir dos relatos dest...