Pular para o conteúdo principal

Em que momento você se sentiu mãe?

    Alguns dizem que assim que descobrimos o positivo já nos tornamos mãe. Outros que quando o bebê nasce e vemos ele pela primeira vez, ou quando chegamos em casa da maternidade com ele nos braços. 
   Você já parou para pensar em que momento você se sentiu mãe ?
  Embora eu soubesse que era mãe desde a primeira vez que vi o meu filho na sala de parto, eu olhava para ele e desacreditava que ele tinha saído de dentro de mim.     Era como se a ficha não tivesse caído, sabe? Eu, mãe? Como assim? O que acontece daqui para frente? Eu estava anestesiada e parecia viver em um sonho.
  Mas afinal, quando que  eu me senti de fato mãe?
  Eu não sei dizer um momento exato, mas a ficha foi caindo gradualmente. A cada troca de fraldas, mamadas, acalentos, banhos e momentos de sonecas. Conforme eu fui entendendo os choros, os sinais de fome, ou frio do meu filho, ou quando eu sabia qual a posição que ele preferia dormir.  Quando ele demonstrou preferencia por determinado alimento, ou desenho. Quando eu percebi que tinha que fazer ele dormir sem meias e que só poderia colocá-las em seu pé quando estivesse pegado no sono, caso contrário ele as tiraria. Quando ele acordava e precisava me encontrar para se sentir seguro e protegido. Quando ele passou a me chamar de mamãe e dizer  o quanto me ama.
  Eu não nasci sabendo ser mãe, eu nasci como mãe no dia em que meu filho chegou ao mundo, e eu me sinto mãe do meu filho a cada dia que passa, a cada ensino e aprendizado, cada momento compartilhado, demonstração de afeto e conexão criada entre nós. E acredito que sempre será assim.





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

HQ: Persépolis

     Persépolis é uma história em quadrinhos autobiográfica sobre a autora Marjane Satrapi. Ela relata sobre o contexto do seu país de origem Irã, e o momento que ela e sua família viveram. No início de 1979 a revolução iraniana lançou o país nas trevas do regime xiita, o que levou muitas pessoas à morte e à perda da liberdade de expressão.      Marjane foi uma criança que viveu a transição de um país ocidentalizado para um país fundamentalista. Ela estudava em uma escola laica de educação francesa que foi obrigada a se adaptar a imposições do governo e da religião. As meninas foram separadas dos meninos e foram obrigadas a usar o véu.      Os pais de Marjane sempre incentivaram a filha a estudar, a ter opinião própria e a lutar pelos seus sonhos. Perceberam então que o melhor para ela  era ficar longe de todo esse conflito, a enviaram então aos 14 anos para a Europa. Sozinha, Marjane precisou se adaptar a outra cultura e passou por muit...