Pular para o conteúdo principal

Livro: A vida que ninguém vê

    Dona de uma alma sensível Eliane Brum relata através de textos originais e potentes histórias aparentemente comuns e ordinárias. Histórias que não são noticiadas no jornalismo convencional. Histórias que não possuem nada de magnífico para a grande massa. Histórias esquecidas e que talvez nunca seriam contadas se não tivessem cruzado com o olhar atento aos pequenos acontecimentos de Eliane.
    Apaixonada pelo ofício de contar histórias a autora se especializou em contar a vida de humanos anônimos: o andarilho Israel que descobriu no olhar da professora que podia estudar, Eva, mulher negra, pobre e com deficiência física que contra tudo e todos conseguiu na faculdade se formar, Camila, a menina enviada aos sinais para o sustento da família providenciar, Dona Maria de olhos brilhantes que ouviu desde  pequena que era burra demais para a escola frequentar, o doce velhinho dos comerciais que sobreviveu ao holocausto e  decidiu que sua vingança á tanta atrocidade seria viver e amar.
    Essas e tantas outras histórias de vid aparentemente comuns, se transformaram em relatos épicos e extraordinários contatos através da força narrativa e poética de Eliane.
   A vida que ninguém vê transforma os coadjuvantes da vida cotidiana em protagonistas da suas próprias histórias. E traz aos seus leitores a percepção de enxergar a generosidade através do olhar para a própria vida e principalmente para a vida do outro, que mesmo quando não nos diz nada em palavras, tem muito a nos dizer seja  no seu silêncio  ou na sua maneira de nos olhar.

Livro: A vida que ninguém vê
Autora: Eliane Brum 
Editora: Arquipélago Editorial 
N° de páginas: 208






Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

30 anos, a idade do sucesso.

 Dizem que 30 anos é a idade do sucesso. Mas o que é considerado sucesso para uns pode não ser considerado sucesso para outros. Eu já vi gente ficar frustrado porque a vida do outro parece ser mais legal. Eu já vi gente ficar depressiva porque não tem a vida instagramavel que muitos postam na rede social. Mas afinal, o que é sucesso pra você? E pra mim? Eu tenho 33 anos e não tenho minha casa própria, nem carro. Também não tenho uma profissão bem sucedida e nunca fiz uma viagem internacional. Pra muitos isso pode ser considerado um fracasso. Pra mim o sucesso vai além dos padrões convencionais: Aos 23 anos eu tive a sorte de me casar com o amor da minha vida. Alguém que me compreende, me completa e me faz feliz. Aos 24 anos me formei em uma graduação que não me deu retorno financeiro (Publicidade e Propaganda) mas que me fez muito feliz enquanto a cursei.  Aos 27 anos me tornei mãe de um menininho lindo. É ele que me motiva todos os dias a jamais desistir. Eu tive o privilégio...

A mamãe é linda e maravilhosa

 "A mamãe é linda e maravilhosa." De uns dias pra cá tenho ouvido essa frase do meu filhinho de cinco anos. Eu fico muito contente em ouvir isso. E me pergunto o porquê ele me enxerga dessa maneira. Talvez seja por causa de todo cuidado que tenho com ele desde os seus primeiros dias de recém nascido; Talvez seja por causa de todas as noites que fiquei em claro para atender seus choros; Talvez seja por causa das vezes que eu fui seu colo, logo depois de uma queda, ou após aquela terrível vacina tão dolorida; Talvez seja por causa das refeições pausadas e dos banhos interrompidos por causa de um choro de bebê que necessitava da minha atenção; Talvez seja por causa das vezes que brincamos até cansar; Talvez seja por causa das vezes que fizemos aquele bolo de chocolate com cobertura; Talvez seja por causa das vezes que o ajudei com a lição de casa; Pensando bem ele tem muitos motivos para me achar linda e maravilhosa.hahaha. Mãe, você já parou pra pensar em tudo que você faz pelo...