Pular para o conteúdo principal

Sobre o tempo depois da maternidade

Depois que um filho nasce, a mulher que acaba de se tornar mãe precisa aprender a gerenciar o seu tempo. Tempo esse que antes era organizado de acordo com os seus próprios gostos e necessidades agora é dedicado ao bebê  que necessita dos seus cuidados para sobreviver.

A mulher sem  filhos possui liberdade de escolha para realizar qualquer atividade que deseje, enquanto a mulher com filhos encontra barreiras para fazer desde uma tarefa simples como lavar a louça ou ir ao supermercado, ou até mesmo trabalhar fora ou estudar.

Um filho não impossibilita a mãe  de ter uma vida ou realizar suas tarefas porém a responsabilidade deste papel torna qualquer outra função muito mais difícil de ser realizada pois nada mais será como a vida de antes da chegada de um filho.

Grande parte das suas  atividades agora estão relacionadas aos cuidados da criança. Qualquer outra coisa que ela precise fazer tem que se adequar à rotina e necessidades deste serzinho que vai ditar as regras do tempo da vida desta mãe por alguns anos.

O tempo depois da maternidade se transforma em uma nova estação repleta de desafios.

Esse tempo que exige tanto de nós, nos deixa exaustas e faz com que sintamos saudades do tempo que tínhamos antes da maternidade;

Esse tempo que faz com que os dias sejam longos com tantas demandas, e torna os anos curtos quando percebemos que nosso filho está crescendo rápido demais;

Esse tempo que parece nos roubar de nós mesmas, mas que também dá um novo sentido para a nossa vida;

Esse tempo que já não é mais só nosso, e  passa a ser dividido com aquele que além de todo nosso tempo roubou também nosso coração.


Texto: @giselesertao @afagodemaeoficial


Arte: @arynlindsey



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

HQ: Persépolis

     Persépolis é uma história em quadrinhos autobiográfica sobre a autora Marjane Satrapi. Ela relata sobre o contexto do seu país de origem Irã, e o momento que ela e sua família viveram. No início de 1979 a revolução iraniana lançou o país nas trevas do regime xiita, o que levou muitas pessoas à morte e à perda da liberdade de expressão.      Marjane foi uma criança que viveu a transição de um país ocidentalizado para um país fundamentalista. Ela estudava em uma escola laica de educação francesa que foi obrigada a se adaptar a imposições do governo e da religião. As meninas foram separadas dos meninos e foram obrigadas a usar o véu.      Os pais de Marjane sempre incentivaram a filha a estudar, a ter opinião própria e a lutar pelos seus sonhos. Perceberam então que o melhor para ela  era ficar longe de todo esse conflito, a enviaram então aos 14 anos para a Europa. Sozinha, Marjane precisou se adaptar a outra cultura e passou por muit...