Pular para o conteúdo principal

Mãe eu não entendia...

 O porque você pegava tanto no meu pé para que eu me alimentasse direito, até que eu me tornei mãe e morri de preocupação quando meu filho começou a recusar frutas e legumes;
Mãe,  eu não entendia o porque você insistia sempre para que eu andasse bem agasalhada, até que eu me tornei mãe passei a agasalhar meu filho a cada mudança mínima de temperatura;
Mãe,  eu não entendia o porque você implicava com algumas amizades minhas na adolescência, até que eu me tornei mãe e passei a ter medo de que meu filho ande com más companhias quando essa fase  chegar na vida dele;
Mãe,  eu não entendia o porque você repetia milhares de vezes a mesma coisa, até que eu me tornei mãe e compreendi que preciso encucar insistentemente na cabeça do meu filho o que é certo e errado para que ele jamais esqueça de valores e princípios importantes para a formação do seu caráter;
Mãe, eu não entendia porque você se preocupava comigo como se eu fosse criança mesmo depois de adulta, até que eu me tornei mãe e percebi que não importa o quanto meu filho cresça ele sempre vai ser o motivo das minhas maiores preocupações.
Mãe, eu não fazia a mínima ideia do peso que você carregava nas costas, até que eu me tornei mãe e pude sentir esse mesmo peso nos momentos de febre e birras do meu filho ou devido a todas as responsabilidades que cabem a mim enquanto mãe;
Mãe, eu achava que nos seus momentos de raiva talvez você não gostasse tanto assim de mim, até que eu me tornei mãe e compreendi que não importa o quanto meu filho erre, me decepcione ou me entristeça, nada do que ele fizer será capaz de diminuir o amor que eu sinto por ele;
Mãe, eu não achava que fosse tão difícil ser mãe, até que eu me tornei mãe e percebi que por mais difícil que seja foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida.

A frase que você me dizia insistente: "Quando você for mãe você vai me entender", nunca fez tanto sentido.

Mãe, hoje eu te entendo muito bem. E talvez eu jamais te compreenderia se também não tivesse me tornado mãe.

Texto: @giselesertao @afagodemaeoficial






Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

Livro: Quando nasce a mãe

     Neste livro, Vanessa reúne 16 histórias de mulheres comuns que nascem mães. Segundo a autora, o nascer de uma mãe é como o desabrochar de uma borboleta: “ A mulher entra sozinha no casulo. Ela consigo mesma. Ali, a mãe é gestada. Gestada a partir da mulher. Mulher e mãe coabitam.”      Cada história relatada possui a sua particularidade de encontro com a maternidade, porém também há similaridade dessas histórias e tantas outras  mulheres que nascem mães: o medo pelo desconhecido, a incerteza da carreira profissional, o desafio de ser mãe solo, os riscos que envolvem um parto prematuro,  a perda de um bebê, a espera pela adoção, entre tantas outras experiências que são vividas por mulheres que desabrocham para a maternidade, assim como a lagarta vira borboleta e precisa sair do seu casulo.      Uma leitura leve e envolvente  que te fará sentir empatia e sororidade por cada mãe que nasceu, seja a partir dos relatos dest...

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...