Pular para o conteúdo principal

Tem coisa que é coisa de mãe

 É coisa de mãe dobrar e desdobrar as roupinhas do enxoval e imaginar o bebezinho usando cada uma delas;
É coisa de mãe guardar a pulseirinha da maternidade e o primeiro sapatinho do filho;
É coisa de mãe verificar se o bebê está respirando enquanto ele dorme;
É coisa de mãe segurar a vontade de ir no banheiro enquanto o bebê dorme confortavelmente no seu colo;
É coisa de mãe querer que o filho durma para conseguir fazer suas tarefas, e quando isso acontece ficar admirada olhando ele dormir deixando assim seus afazeres para depois;
É coisa de mãe achar que o filho vai ficar doente se não comer mais legumes ou verduras;
É coisa de mãe guardar um certificado com a mecha do primeiro corte de cabelo do bebê;
É coisa de mãe querer que o filho cresça saudável e quando isso enfim acontecer sentir saudades do tempo que passou;
É coisa de mãe mostrar foto do filho e  falar sempre sobre ele toda orgulhosa para os demais;
É coisa de mãe sorrir a toa quando vê seu filho brincando, correndo ou falando palavrinhas novas;
É coisa de mãe chorar  de emoção ao ouvir mamãe e eu te amo pela primeira vez;
É coisa de mãe priorizar o filho e deixar seus gostos e necessidades em segundo plano;
É coisa de mãe ter medo de vir a faltar e deixar seu filho desamparado;
É coisa de mãe pedir constantemente proteção divina e livramento de coisas ruins à Deus pelo seu filho;

Tem coisa que somente uma mãe é capaz de fazer ou sentir por um filho.
Tem coisa que é coisa de mãe. Coisa de mãe não se explica.
Quem não é mãe provavelmente questiona e não entende essas coisas de mãe.

Texto: @giselesertao @afagodemaeoficial


Arte: @amandaoleander


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Livro: Quando nasce a mãe

     Neste livro, Vanessa reúne 16 histórias de mulheres comuns que nascem mães. Segundo a autora, o nascer de uma mãe é como o desabrochar de uma borboleta: “ A mulher entra sozinha no casulo. Ela consigo mesma. Ali, a mãe é gestada. Gestada a partir da mulher. Mulher e mãe coabitam.”      Cada história relatada possui a sua particularidade de encontro com a maternidade, porém também há similaridade dessas histórias e tantas outras  mulheres que nascem mães: o medo pelo desconhecido, a incerteza da carreira profissional, o desafio de ser mãe solo, os riscos que envolvem um parto prematuro,  a perda de um bebê, a espera pela adoção, entre tantas outras experiências que são vividas por mulheres que desabrocham para a maternidade, assim como a lagarta vira borboleta e precisa sair do seu casulo.      Uma leitura leve e envolvente  que te fará sentir empatia e sororidade por cada mãe que nasceu, seja a partir dos relatos dest...