Pular para o conteúdo principal

Tchau cadeirinha de alimentação

Ontem desmontamos a cadeirinha de alimentação do meu filho. Ela já não estava em bom estado para uso. Ela esteve presente nas refeições dele por 2 anos e 3 meses. Lembro como se fosse hoje da minha empolgação quando montamos ela para enfim começarmos a introdução alimentar. Até que ela resistiu á um tempo considerável para uma criança que já não ficava muito tempo quieta nela.

Enquanto meu marido tirava os parafusos para jogá-la fora eu me emocionei. Lembrei de todas as vezes que vi meu bebê sentado ali;
Lembrei das minhas altas expectativas sobre a introdução alimentar que foram frustradas;
Lembrei das caretas que ele fazia quando experimentava uma fruta nova;
Lembrei de quando ele tacava um prato cheio de comida fresquinha no chão;
Lembrei de quando eu precisava limpar a casa e eu conseguia deixá-lo na cadeirinha assistindo um desenho por pelo menos 30 minutos e ele ficava quietinho;
Lembrei também quando ele aprendeu a sair mesmo com a trava de segurança e começou a subir na mesa para o meu desespero.

A minha emoção não foi pelo apego ao objeto em si que já não existe mais na minha casa. E sim pelo que ele representou até ali. Pelos momentos vividos, pelo bebê que já não precisa mais de uma cadeirinha de alimentação e se já se alimenta na mesa conosco.

Às vezes é difícil para nós mães nos acostumarmos com o tempo. Ele que parece passar devagar quando cuidamos diariamente de um bebê, mas que também parece que passou rápido demais quando olhamos para trás e relembramos o que passou.

Mais um ciclo se encerrou na vida do meu bebê.

Tempo, te peço com carinho: não tenha tanta pressa em fazer meu menininho crescer. 

Texto: @giselesertao @afagodemaeoficial




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Livro: Quando nasce a mãe

     Neste livro, Vanessa reúne 16 histórias de mulheres comuns que nascem mães. Segundo a autora, o nascer de uma mãe é como o desabrochar de uma borboleta: “ A mulher entra sozinha no casulo. Ela consigo mesma. Ali, a mãe é gestada. Gestada a partir da mulher. Mulher e mãe coabitam.”      Cada história relatada possui a sua particularidade de encontro com a maternidade, porém também há similaridade dessas histórias e tantas outras  mulheres que nascem mães: o medo pelo desconhecido, a incerteza da carreira profissional, o desafio de ser mãe solo, os riscos que envolvem um parto prematuro,  a perda de um bebê, a espera pela adoção, entre tantas outras experiências que são vividas por mulheres que desabrocham para a maternidade, assim como a lagarta vira borboleta e precisa sair do seu casulo.      Uma leitura leve e envolvente  que te fará sentir empatia e sororidade por cada mãe que nasceu, seja a partir dos relatos dest...