Pular para o conteúdo principal

O que você vai ser quando seu filho crescer?

    Em um comercial de dia das mães, é perguntado para as crianças o que elas desejam ser quando crescerem e elas respondem: professora, médico, astronauta, etc.     Perguntam para as mães dessas crianças que estão em outro ambiente o que elas desejam que seus filhos sejam quando crescerem. Elas respondem: Que sejam pessoas de bem, que sejam felizes. Dizem que independente do que eles sejam, sempre apoiarão seus filhos.     Após isso perguntam às mães  o que elas serão quando seus filhos crescerem. Todas ficam pensativas, dizem que nunca pararam para pensar nesta pergunta, e nenhuma delas tem uma resposta a dizer.     Quando perguntam para as crianças o que as suas mães serão quando elas crescerem, a resposta é unânime: todas as crianças dizem que elas continuarão sendo suas mães, que continuarão amando elas do mesmo jeito e que vão cuidar delas assim como elas cuidam deles.     Ao mostrarem as respostas dos seus filhos, todas as mães se emocionam, logo os encontram e se abraçam finalizando assim o comercial.     Eu me emocionei assistindo este comercial e fiquei refletindo sobre a dedicação das mães aos filhos. Muitas pausam seus planos, e se doam a eles até a sua vida adulta. Quando por fim eles saem do ninho se sentem abandonadas, e já não sabem mais o que fazer de suas vidas já que tudo se resumia a cuidar deles.    As mães que se dedicam em tempo integral por longos anos, precisam preparar seu coração para o momento em que já não mais estarão presentes a todo momento  na vida de suas crias.   Ser mãe é uma grande benção, e nada nem ninguém jamais apagará a sua importância na vida daquele a quem você tanto se dedicou.   Mas não se esqueça de você mesma. Lembre-se daquela que antes de mãe é mulher, e ser humano com sonhos  e objetivos.  A maternidade não te define.     Você já parou para se perguntar além de mãe, o que você será daqui alguns anos quando enfim o seu filho crescer?

 Texto: @giselesertao @afagodemaeoficial





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

HQ: Persépolis

     Persépolis é uma história em quadrinhos autobiográfica sobre a autora Marjane Satrapi. Ela relata sobre o contexto do seu país de origem Irã, e o momento que ela e sua família viveram. No início de 1979 a revolução iraniana lançou o país nas trevas do regime xiita, o que levou muitas pessoas à morte e à perda da liberdade de expressão.      Marjane foi uma criança que viveu a transição de um país ocidentalizado para um país fundamentalista. Ela estudava em uma escola laica de educação francesa que foi obrigada a se adaptar a imposições do governo e da religião. As meninas foram separadas dos meninos e foram obrigadas a usar o véu.      Os pais de Marjane sempre incentivaram a filha a estudar, a ter opinião própria e a lutar pelos seus sonhos. Perceberam então que o melhor para ela  era ficar longe de todo esse conflito, a enviaram então aos 14 anos para a Europa. Sozinha, Marjane precisou se adaptar a outra cultura e passou por muit...