Pular para o conteúdo principal

A Importância do autocuidado para poder cuidar do outro

    É muito comum nos deparamos com mães que se deixam em segundo plano para cuidar dos seus filhos. Tudo se resume a eles. Elas ficam sem tempo para se arrumar, para se divertir ou fazer algo que gostem.
    Sim, eu compreendo o quanto é difícil ser a mesma mulher de antes, afinal o seu tempo  já não é mais somente seu e um filho  suga todas as suas energias principalmente se ele for um bebê. 
    Embora seja muito difícil, precisamos nos esforçar para não nos esquecermos de nós mesmas quando nos tornamos mães.
    Quando estamos  exaustas dificilmente conseguimos cuidar do nosso filho com a dedicação que ele merece. Quando nos anulamos  em benefício do outro não conseguimos enxergar leveza em situações do cotidianos também, tudo se torna uma obrigação que sobrecarrega e nos oprime.
    Mais do que cuidar da própria aparência, a mãe precisa cuidar também da sua saúde emocional, ou fazer algo que a deixe feliz, algo que fuja um pouco deste universo​ que é a maternidade.
    Na teoria é tudo lindo, eu sei,  mas na prática não é tão simples quanto parece, principalmente se a mãe não possui uma rede de apoio.
    Mas se for possível ter o mínimo de tempo para você, nem que seja por 30 minutos para meditar, correr, caminhar, ler, assistir uma série, não hesite em pedir ajuda ao marido, avó ou a tia, para que você consiga recarregar as suas energias.
    Se ainda assim você achar inalcançável ter este autocuidado pois não tem ajuda de quem quer que seja, acredite que logo essa intensidade com seu filho pequeno vai passar e aos poucos você encontrará espaço para aquela que antes de ser mãe é mulher e que não deixou existir quando seu filho nasceu.
    Seu amor próprio é fundamental para que você ame seu filho, sua maternidade e suas relações.
    Se ame, se cuide, se abrace para poder então amar, cuidar e abraçar aqueles que precisam tanto de você e que estarão felizes se você estiver bem também.


Imagem: Pinterest



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

HQ: Persépolis

     Persépolis é uma história em quadrinhos autobiográfica sobre a autora Marjane Satrapi. Ela relata sobre o contexto do seu país de origem Irã, e o momento que ela e sua família viveram. No início de 1979 a revolução iraniana lançou o país nas trevas do regime xiita, o que levou muitas pessoas à morte e à perda da liberdade de expressão.      Marjane foi uma criança que viveu a transição de um país ocidentalizado para um país fundamentalista. Ela estudava em uma escola laica de educação francesa que foi obrigada a se adaptar a imposições do governo e da religião. As meninas foram separadas dos meninos e foram obrigadas a usar o véu.      Os pais de Marjane sempre incentivaram a filha a estudar, a ter opinião própria e a lutar pelos seus sonhos. Perceberam então que o melhor para ela  era ficar longe de todo esse conflito, a enviaram então aos 14 anos para a Europa. Sozinha, Marjane precisou se adaptar a outra cultura e passou por muit...