Pular para o conteúdo principal

E a identidade da mulher após a maternidade?

 Todos se preparam para a chegada de um bebê, mas você já parou para pensar que muitos não se preparam para a chegada dessa mãe ? 

Embora perguntem se ela precisa de algo, ajudem ela com os cuidados da casa e do recém nascido, acredito que muitos não estão preparados para recebê-la nesta nova versão.

Ela que passou a vida inteira sendo uma pessoa, vai para o hospital sozinha e retorna com um filho nos braços e se torna mãe da noite pro dia.

É uma virada de chave muito louca para ela processar. Pode-se levar dias e até meses para que ela compreenda de fato essa sua nova realidade.

O que as pessoas mais vão lhe dizer é sobre os cuidados com o bebê sobre o que ela deve ou não fazer e tudo mais. 

Mas e ela? Como ela deve lidar com este novo papel? Quem ela realmente é a partir de agora? 

As respostas para essas perguntas ela vai ter que descobrir sozinha exercendo a sua maternidade.

Ela precisa ser acolhida com muita empatia, mas nem sempre é recebida assim. Há quem a julgue com olhares de desaprovação, ou lhe diga palites desnecessários que a farão sentir-se ainda mais insegura sobre a sua maternidade, ou quem desapareça da sua vida comprovando assim que alguns não estavam realmente preparados para a sua chegada. 

Ela não é a mesma de antes, mas também não deixou de ser ela mesma. É um paradoxo muito complexo difícil de traduzir em palavras, mas tenho certeza que são fáceis de serem compreendidas por outras mães.

Quando falta a última peça de um quebra-cabeça ele ainda está incompleto, mas quando esta peça por fim é encontrada ele descobre sua verdadeira finalidade.

Mãe, talvez ainda lhe falte a última peça do seu quebra-cabeça, mas acredite que logo tudo vai se encaixar e fazer sentido pra você.

Então você descobrirá que a maternidade chegou para te apresentar a sua verdadeira identidade.

Uma identidade que talvez te afaste de algumas pessoas e que te faça rever seus conceitos.

Uma identidade que talvez não lhe fosse revelada antes da chegada do seu filho.

Uma identidade mais forte e amadurecida, capaz de enfrentar qualquer outro desafio.



Imagem: @angelica.ch.r



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

30 anos, a idade do sucesso.

 Dizem que 30 anos é a idade do sucesso. Mas o que é considerado sucesso para uns pode não ser considerado sucesso para outros. Eu já vi gente ficar frustrado porque a vida do outro parece ser mais legal. Eu já vi gente ficar depressiva porque não tem a vida instagramavel que muitos postam na rede social. Mas afinal, o que é sucesso pra você? E pra mim? Eu tenho 33 anos e não tenho minha casa própria, nem carro. Também não tenho uma profissão bem sucedida e nunca fiz uma viagem internacional. Pra muitos isso pode ser considerado um fracasso. Pra mim o sucesso vai além dos padrões convencionais: Aos 23 anos eu tive a sorte de me casar com o amor da minha vida. Alguém que me compreende, me completa e me faz feliz. Aos 24 anos me formei em uma graduação que não me deu retorno financeiro (Publicidade e Propaganda) mas que me fez muito feliz enquanto a cursei.  Aos 27 anos me tornei mãe de um menininho lindo. É ele que me motiva todos os dias a jamais desistir. Eu tive o privilégio...