Pular para o conteúdo principal

Os dilemas da amamentação e do desmame

    Muito se fala sobre amamentação e do quanto ela é importante para o desenvolvimento  bebê. Após o nascimento, logo após os procedimentos médicos, o bebezinho é entregue para a mãe e a expectativa é que ele mame no mesmo instante. Nós idealizamos aquelas cenas de novela onde o recém nascido já começa a sugar o peito da mãe no mesmo instante, e ela está ali com o olhar feliz fornecendo o alimento para seu filho. Sim, é tudo muito lindo nos filmes e novelas, porém não é tão simples quanto parece ser. É preciso desconstruir tudo aquilo que foi idealizado sobre esse tema para que não haja tantas frustrações.

    A sociedade e a mídia frisam sobre o  aleitamento materno que é muito importante é claro, porém não deve-se empurrar goela abaixo esses “padrões” e  “imposições” como se somente a mãe que amamenta faz o melhor para o seu filho, e não é bem assim. A maioria das mulheres deseja amamentar, porém não são todas que conseguem. As dificuldades são muitas até que se consiga alimentar o bebê sem dor, e cada mulher sabe até onde vai o seu limite, a mesma não deveria ter que lidar com opiniões e palpites alheios nessa fase tão particular e sensível, mas infelizmente falta bom senso em muita gente. O importante é que o bebê seja alimentado não importa se de um jeito ou de outro, e não deve-se culpar por não conseguir atender às expectativas lá atrás idealizadas.


    Se não bastasse essa cobrança para a amamentação existe também a cobrança pelo desmame. A amamentação é um  processo muito difícil e exaustivo, mais difícil ainda é se desligar dele. Não é só o bebê que se apega ao peito,  a mãe também se apega à esse momento com seu filho. Assim como houve sofrimento no início, se desligar da amamentação também é doloroso, mas cabe somente à mãe decidir quando é o melhor momento para  o fim desse ciclo. 


    Seja qual for a escolha dela, a opinião dos demais  não deve ser levada em consideração, afinal é ela quem está nas madrugadas em claro com seu filho, mesmo que insistam em dizer o contrário ela tem feito o seu melhor e deve se orgulhar de cada obstáculo vencido nessa maratona chamada maternidade.


Texto: @giselesertao @afagodemaeoficial






Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Livro: Quando nasce a mãe

     Neste livro, Vanessa reúne 16 histórias de mulheres comuns que nascem mães. Segundo a autora, o nascer de uma mãe é como o desabrochar de uma borboleta: “ A mulher entra sozinha no casulo. Ela consigo mesma. Ali, a mãe é gestada. Gestada a partir da mulher. Mulher e mãe coabitam.”      Cada história relatada possui a sua particularidade de encontro com a maternidade, porém também há similaridade dessas histórias e tantas outras  mulheres que nascem mães: o medo pelo desconhecido, a incerteza da carreira profissional, o desafio de ser mãe solo, os riscos que envolvem um parto prematuro,  a perda de um bebê, a espera pela adoção, entre tantas outras experiências que são vividas por mulheres que desabrocham para a maternidade, assim como a lagarta vira borboleta e precisa sair do seu casulo.      Uma leitura leve e envolvente  que te fará sentir empatia e sororidade por cada mãe que nasceu, seja a partir dos relatos dest...