Pular para o conteúdo principal

Aprendendo a ser Mãe

“Quando nasce uma criança, nasce uma mãe.” Essa é uma frase que muito se diz por aí. Refletindo sobre ela, arrisco dizer que na prática uma mãe não nasce a partir do nascimento do seu filho. Digo então que ela aprende a ser mãe a partir de cada nova experiência do seu maternar.

Ela aprende a decifrar choro de dor, fome ou frio;
Ela aprende que quando o bebezinho está com a mãozinha na boca ele está com fome;
Ela aprende que muitas vezes o choro de cólica nem sempre se alivia com remédio, e sim quando ele está no calor do seu colo;
Ela aprende que para que o filho consiga ter uma noite de sono tranquila algumas vezes vai precisar dormir na cama ao seu lado;
Ela aprende que o filho às vezes precisa ser ninado quando ela está em pé andando pra lá e pra cá, e quando ela decide sentar com ele no colo pra enfim descansar ele há de abrir o berreiro;
Ela aprende que às vezes é preferível ficar com o bebê no colo por mais de uma hora para que ele durma, do que deixá-lo no berço pra que ele cochile por apenas vinte minutos;
Ela aprende que as tarefas domésticas jamais serão feitas no mesmo ritmo de antes, afinal o seu filho vai exigir da sua atenção a cada meia hora ou até menos tempo;
Ela aprende que criar expectativas na maternidade é com toda certeza se frustrar a todo momento, pois nada sai como o esperado, ou “planejado”.
Ela aprende coisas que jamais saberia se não fosse mãe.
Ela aprende a ser a mãe que o seu filho necessita.

Esse aprendizado jamais terá fim, não importa quantos anos seu filho tenha ou quantos filhos ela venha a ter, e ninguém além do seu próprio filho poderá ensiná-la a ser mãe.







Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

30 anos, a idade do sucesso.

 Dizem que 30 anos é a idade do sucesso. Mas o que é considerado sucesso para uns pode não ser considerado sucesso para outros. Eu já vi gente ficar frustrado porque a vida do outro parece ser mais legal. Eu já vi gente ficar depressiva porque não tem a vida instagramavel que muitos postam na rede social. Mas afinal, o que é sucesso pra você? E pra mim? Eu tenho 33 anos e não tenho minha casa própria, nem carro. Também não tenho uma profissão bem sucedida e nunca fiz uma viagem internacional. Pra muitos isso pode ser considerado um fracasso. Pra mim o sucesso vai além dos padrões convencionais: Aos 23 anos eu tive a sorte de me casar com o amor da minha vida. Alguém que me compreende, me completa e me faz feliz. Aos 24 anos me formei em uma graduação que não me deu retorno financeiro (Publicidade e Propaganda) mas que me fez muito feliz enquanto a cursei.  Aos 27 anos me tornei mãe de um menininho lindo. É ele que me motiva todos os dias a jamais desistir. Eu tive o privilégio...