Pular para o conteúdo principal

A última primavera dos 20

Ela é apaixonada pela vida, gosta de celebrar momentos com aqueles que ama;
Ela é sensível, se emociona ao ver uma noiva que nem sequer conhece e também se entristece ao ver as injustiças noticiadas na TV;
Ela é prestativa, se coloca a disposição em ajudar, seja oferecendo seu tempo ou seu ombro amigo;
Ela é dedicada às suas amizades, se faz presente mesmo que à distância, mas também sabe a hora de se retirar quando percebe que não há reciprocidade;
Ela é romântica, chora com filmes de amor e demonstra seus sentimentos com simples gestos de afeto;
Ela é sonhadora, mas não vive nas nuvens, vai atrás de cada objetivo com a missão de realizá-lo;
Ela é bem humorada, ri de memes da internet, das pegadinhas do Silvio Santos e de piadas que leva minutos pra entender;
Ela perdoa fácil, sempre pede á Deus sabedoria para que sentimentos ruins não dominem seu coração;
Ela é indecisa pra muita coisa nessa vida, escolher um lugar pra comer no shopping muitas vezes se torna um dilema;
Ela é ansiosa, antes de alguém terminar uma conversa, ela já está tentando deduzir o que vai ser dito;
Ela gosta de estar no controle das coisas, mas sabe que não tem esse super poder;
Ela tem medo de barata e altura, mas também é corajosa, pois já matou algumas quando foi preciso mesmo que na base do grito, e já foi em brinquedos radicais do playcenter;
Ela é resistente à mudanças, mas sabe o quanto elas são necessárias, afinal foram através delas que se tornou a mulher de hoje.

O autor da sua história está lhe concedendo mais uma primavera de vida. Ela já não é mais uma menina cheia de sonhos, mas também não é uma senhora que deixou de sonhar. Ela está a um passo dos 30 e se lembra com nostalgia dos sonhos que almejava aos 15, muitos hoje já foram concretizados.
Ela é infinitamente grata à Deus pelas incontáveis bênçãos concedidas  e pelo seu infinito amor que constrange seu ser e transborda seu coração. Ela deseja que sua vida continue sendo colorida como as flores da primavera.

Texto: @giselesertao 







Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

30 anos, a idade do sucesso.

 Dizem que 30 anos é a idade do sucesso. Mas o que é considerado sucesso para uns pode não ser considerado sucesso para outros. Eu já vi gente ficar frustrado porque a vida do outro parece ser mais legal. Eu já vi gente ficar depressiva porque não tem a vida instagramavel que muitos postam na rede social. Mas afinal, o que é sucesso pra você? E pra mim? Eu tenho 33 anos e não tenho minha casa própria, nem carro. Também não tenho uma profissão bem sucedida e nunca fiz uma viagem internacional. Pra muitos isso pode ser considerado um fracasso. Pra mim o sucesso vai além dos padrões convencionais: Aos 23 anos eu tive a sorte de me casar com o amor da minha vida. Alguém que me compreende, me completa e me faz feliz. Aos 24 anos me formei em uma graduação que não me deu retorno financeiro (Publicidade e Propaganda) mas que me fez muito feliz enquanto a cursei.  Aos 27 anos me tornei mãe de um menininho lindo. É ele que me motiva todos os dias a jamais desistir. Eu tive o privilégio...