Pular para o conteúdo principal

O meu eu antes de você X O meu eu depois de você

 O meu eu antes de você gostava de dormir até tarde;

O meu eu antes de você podia sair pra qualquer lugar a qualquer hora;

O meu eu antes de você tinha mais tempo para a própria vaidade;

O meu eu antes de você gostava de estar no controle das coisas;

O meu eu antes de você era muito resistente à mudanças;

O meu eu antes de você tinha baixa auto estima;

O meu eu antes de você priorizava outras  pessoas ao invés dela mesma e se desgastada em relações tóxicas;

O meu eu antes de você tinha muitas convicções das quais acreditava serem verdades sobre ela mesma;


Costumo dizer que existe o meu eu antes de você e o meu eu depois que você nasceu.


O meu eu depois de você já não tem mais nada haver com essa pessoa que existia  bem antes de você nascer.


O meu eu depois de você  acorda cedo;

O meu eu depois de você não tem muito tempo para vaidade;

O meu eu depois de você aprende todos os dias que nada está no seu controle;

O meu eu depois de você passou a se amar mais, e prioriza a sua saúde mental;

O meu eu depois de você está muito mais amadurecido;

O meu eu depois de você descobriu uma nova versão de si mesma que talvez jamais conheceria sem a sua existência.


A sua chegada trouxe uma grande transformação  dentro de mim. Você me fez enxergar do quanto eu sou capaz  de enfrentar meus maiores medos e me deu ousadia para eu ser eu mesma, sem me importar mais com o julgamento alheio.


Você me faz conhecer todos os dias uma melhor versão de mim mesma.


Uma versão mais  forte, confiante,  segura, determinada e convicta do quanto ser sua mãe foi a melhor coisa que me aconteceu nessa vida.


Obrigada meu filho por fazer a minha vida mais colorida

Obrigada meu filho por torná-la muito mais bonita.


Texto: @giselesertao @afagodemaeoficial







Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Você não está parada. Você está sustentando uma infância."

  Você não está parada. Você está sustentando uma infância." Essa frase o ChatGPT escreveu pra mim depois que eu desabafei sobre as dificuldades de ser mãe em tempo integral, sem rede de apoio. E eu confesso: ela me impactou profundamente. É grandioso o que uma mãe faz por um filho — mas, infelizmente, nem sempre é visto ou valorizado como deveria. A primeira infância é uma fase repleta de aprendizados. Para que uma criança se desenvolva bem, ela precisa de suporte. Precisa de alguém que seja sua base, que esteja disponível para cuidar, orientar e garantir suas necessidades básicas. E, na maioria das vezes, essa pessoa é a mãe. A mãe que abdica de trabalhar fora para cuidar do filho não está parada. Ela está sustentando a fase mais importante da vida dele — aquela que irá influenciar toda a sua vida adulta. A mãe que fica em casa, cuidando dos afazeres domésticos, do dever de casa, da rotina do lar, não está parada. Ela está assumindo tarefas importantíssimas que ninguém mais fari...

Livro: Quando nasce a mãe

     Neste livro, Vanessa reúne 16 histórias de mulheres comuns que nascem mães. Segundo a autora, o nascer de uma mãe é como o desabrochar de uma borboleta: “ A mulher entra sozinha no casulo. Ela consigo mesma. Ali, a mãe é gestada. Gestada a partir da mulher. Mulher e mãe coabitam.”      Cada história relatada possui a sua particularidade de encontro com a maternidade, porém também há similaridade dessas histórias e tantas outras  mulheres que nascem mães: o medo pelo desconhecido, a incerteza da carreira profissional, o desafio de ser mãe solo, os riscos que envolvem um parto prematuro,  a perda de um bebê, a espera pela adoção, entre tantas outras experiências que são vividas por mulheres que desabrocham para a maternidade, assim como a lagarta vira borboleta e precisa sair do seu casulo.      Uma leitura leve e envolvente  que te fará sentir empatia e sororidade por cada mãe que nasceu, seja a partir dos relatos dest...

Bipolaridade na maternidade

  A maternidade é intensa. Ela é cheia de emoções que se misturam todos os dias. Quando se é mãe e também se convive com a bipolaridade essa jornada ganha ainda mais desafios. Existem dias em que a energia transborda: a criatividade, o carinho, a disposição para brincar e estar presente parecem infinitos. Em outros, levantar da cama já é uma grande vitória. Essas oscilações não significam falta de amor pelo filho, muito pelo contrário: cada esforço silencioso, cada pequeno gesto, cada tentativa em meio ao cansaço e à dor são provas diárias de um amor imenso e corajoso. A maternidade para quem vive com bipolaridade é feita de batalhas invisíveis. São lutas internas que ninguém vê, mas que exigem força, resiliência e, principalmente, muita compaixão consigo mesma. Nem sempre é fácil pedir ajuda. Nem sempre é simples explicar que o silêncio, o cansaço ou a falta de ânimo não têm nada a ver com desistência ou falta de vontade — são apenas parte de uma condição que precisa ser respeitad...